

Representantes da sociedade civil presentes à audiência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara nesta quarta-feira (13) elogiaram o Estatuto dos Refugiados, criado há 25 anos. Mas cobraram a implementação de políticas públicas para que a lei possa ser verdadeiramente cumprida.
Marianna Borges, do Instituto Migrações e Direitos Humanos, também reivindicou que é preciso haver previsão de participação dos próprios refugiados no processo de tomada de decisões.
“Nós fazemos uma ressalva de uma lacuna que ainda persiste, que é o déficit de presença e de participação ativa de pessoas refugiadas no Comitê Nacional para Refugiados, nesse espaço de deliberação, que é muito importante. As pessoas refugiadas precisam ter suas vozes ouvidas diretamente nesse espaço importante que é o Conare”, apontou.
A reunião foi promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para celebrar os 25 anos da implementação do Estatuto dos Refugiados e também os 40 anos de atuação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no País.
Reconhecimento
A lei brasileira dos refugiados regulamentou os termos do tratado internacional sobre o tema, acordado em convenção da ONU ocorrida após o fim da Segunda Guerra Mundial. Federico Martinez, representante do Acnur no Brasil, destacou que, além de ser importante por reconhecer a convenção da ONU, a lei nacional modernizou o conceito de refugiado para o mundo.
“Além de reconhecer a definição clássica, que estabelece que uma pessoa refugiada é aquela que sofre temor fundamental de perseguição por motivo de raça, nacionalidade, etnia, opinião política etc, a lei brasileira reconhece que também quem sofre, quem experimenta grave violação de direitos humanos precisa ser reconhecido como refugiado”.
O coordenador-geral do Conare, Bernardo Tannuri Laferté, lembrou que a cooperação entre o Acnur e as instituições brasileiras já acontecia antes mesmo da lei.
“No tempo pré-existência do Conare, o Acnur já atuava em conjunto com o Ministério da Justiça e em cooperação com a própria Polícia Federal, na época, e, até hoje, com a autoridade migratória da fronteira com competências da área migratória”, apontou.
Momento político
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ressaltou a importância de celebrar os 25 anos da lei dos refugiados, ainda mais em face do momento político do País.
“Quando falo que devemos celebrar a integridade da lei é porque esse é o nosso tempo. Esse é o nosso tempo, em que a violação dos direitos humanos passa a ser uma rotina. E, mais do que isso, a violação de direitos humanos se ancora, se legitima no discurso oficial do chefe do Poder Executivo do Brasil”, salientou.
Câmara dos Dep... Projeto retira competência da Anvisa sobre adoção de bula digital
Câmara dos Dep... Comissão de Finanças aprova regras para obras em presídios
Câmara dos Dep... Projeto torna crime o abandono dos filhos pelos pais no ambiente digital
Câmara dos Dep... Projeto permite que beneficiário mantenha Bolsa Família se trabalhar com contrato temporário
Câmara dos Dep... Projeto regulamenta abordagem policial de pessoas em crise de saúde mental
Câmara dos Dep... Projeto proíbe distribuidora de energia de possuir unidade de geração distribuída
Câmara dos Dep... Projeto cria processo simplificado para solucionar disputas territoriais entre municípios
Câmara dos Dep... Comissão aprova piso salarial para quadro técnico e administrativo da educação básica Mín. 23° Máx. 27°





