

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), abriu há pouco a Ordem do Dia do Plenário com 359 deputados registrados na sessão deliberativa semipresencial. Neste momento, os deputados discutem a Medida Provisória 1104/22, que permite o uso dos Fundos Garantidores Solidários (FGS) em qualquer operação financeira vinculada à atividade empresarial rural, inclusive aquelas realizadas no mercado de capitais.
O relator, deputado Pedro Lupion (PP-PR), defendeu a MP por modernizar o setor de títulos agropecuários. "A medida provisória, que recebeu mais de 300 emendas, desburocratiza o agro para o produtor ser cada vez mais valorizado."
Já a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) criticou a medida por incrementar a financeirização do agronegócio. "As terras e a produção agrícola ficam atreladas à lógica do mercado financeiro, com investidores buscando lucros rápidos e desestimulando a produção de alimentos", afirmou. "Em vez de ampliar a produção do setor, esta medida provisória retira a capacidade produtiva, fazendo com que os grandes proprietários vivam de especulação. Isso coloca em risca o comércio de nossas terras."
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