

Os recursos próprios do Tesouro Estadual corresponderam à maior parte dos R$ 8,38 bilhões desembolsados pelo Estado da Bahia para investimentos públicos em 2023. Desse total, apenas R$ 764,2 milhões vieram de operações de crédito internas e externas contratadas pelo governo baiano, enquanto mais de 90% dos recursos foram assegurados pelo caixa do Estado. Os dados foram apresentados pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, durante audiência pública sobre as contas estaduais nesta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Estado (Alba).
Vitório enfatizou a manutenção do equilíbrio das contas públicas no primeiro ano da gestão do governador Jerônimo Rodrigues. Ele lembrou, também, que 2023 foi o ano em que a Bahia conquistou a Capag A, nota máxima para a gestão das contas estaduais, conferida pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O secretário observou ainda que, em contraste com o expressivo valor investido na ampliação da infraestrutura e da prestação de serviços aos cidadãos, o endividamento do Estado da Bahia segue entre os menores do país: a dívida consolidada líquida encerrou o último exercício equivalendo a 36% da receita corrente líquida, percentual muito abaixo do registrado pelos maiores estados do país.
Em outro indicador de saúde das contas estaduais, a Bahia, como nos anos anteriores, cumpriu as exigências constitucionais para despesas com as áreas de Saúde e Educação. Foram gastos em Saúde 15,43% da Receita Líquida de Impostos e Transferências Constitucionais, bem acima do limite mínimo de 12% estabelecido pela Constituição.
Já em Educação o gasto somou 25,64% com recursos da receita de impostos, também ultrapassando o limite mínimo de 25%. Na área de Educação, de acordo com o secretário, os gastos foram ainda maiores, no entanto, em função das regras de finanças públicas, investimentos adicionais de R$ 2,3 bilhões provenientes de outras fontes não foram considerados para o cálculo do cumprimento do limite constitucional.
Agenda Bahia
Manoel Vitório ressaltou a importância do trabalho de gestão das contas públicas sob a liderança do governador. Ele lembrou que a despeito de uma série de desafios trazidos por perdas na arrecadação do ICMS decorrentes de medidas impostas pelo governo federal em 2022, a exemplo das mudanças na tributação de combustíveis, no ano passado o Governo do Estado conseguiu não só priorizar os investimentos como preservar a operacionalização dos serviços prestados aos baianos.
Isto foi possível, explicou, graças à Agenda Bahia de Gestão. Ela vem assegurando os recursos necessários às múltiplas demandas do Estado ao colocar em prática uma estratégia envolvendo o controle dos gastos, a modernização do fisco e o combate à sonegação.
Investimento acima da média
Vitório também lembrou que o total de investimentos em 2023 superou a média dos desembolsos feitos pela Bahia nesta área nos quatro anos anteriores, e manteve o Estado em segundo lugar no país neste quesito, mais uma vez superado apenas por São Paulo. Foi ainda, nas últimas décadas, o maior valor já investido pelo governo estadual num primeiro ano de gestão.
O maior volume de investimentos, somando R$ 4,02 bilhões, teve como destino a área social, que reúne as secretarias de Educação, Saúde e Segurança Pública. Também foram bastante significativos os valores investidos na área de Infraestrutura: R$ 3,53 bilhões, aplicados pelas secretarias de Infraestrutura, Urbanismo e Infraestrutura Hídrica.
Os desembolsos para investimentos foram aplicados, entre outros itens, em escolas de tempo integral, policlínicas e equipamentos hospitalares, equipamentos de segurança, rodovias, obras de mobilidade, sistemas de abastecimento de água e obras de convivência com os efeitos da seca.
Endividamento caiu nas últimas décadas
Um importante indicador de bom desempenho das contas do Estado, a dívida pública da Bahia permanece entre as mais baixas do país. A relação de 36% entre dívida consolidada líquida e receita corrente líquida situa o governo baiano em patamar confortável com relação aos parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo a qual a dívida de um Estado não pode ultrapassar o limite de duas vezes a sua receita, ou seja, 200%.
A situação contrasta com a dos maiores estados do país, que têm dívidas acima de 100% da receita: a do Rio de Janeiro corresponde a 188%, a do Rio Grande do Sul a 185%, a de Minas Gerais a 168% e a de São Paulo a 128%.
Comparando-se os números do Estado com o seu próprio histórico nas últimas duas décadas, a situação atual também é mais favorável, com a trajetória do endividamento baiano registrando claro declínio. No ano 2000, a dívida correspondia a 164% da receita, subindo para 166% no ano seguinte e chegando a 182% em 2002, o mais alto patamar atingido pelo Estado ao longo deste período de 23 anos.
Em 2006, a relação estava em 102%, ou seja, a dívida ainda somava o equivalente a toda a receita do Estado. A queda do endividamento se acentuou nos anos seguintes, até se estabilizar na faixa entre 40% e 60% a partir de 2010, chegando a cair mais um pouco nos últimos anos.
Partindo deste patamar considerado muito baixo, observou Manoel Vitório, a dívida baiana deverá se manter entre as menores do país nos próximos anos. Isso mesmo com o ingresso de recursos provenientes das novas operações de crédito que vêm sendo contratadas pelo Estado.
Fonte: Ascom/Sefaz-BA
Piauí Governo do Estado investe R$ 3 milhões na pavimentação asfáltica de ruas em Água Branca
Geral Favelas iniciam conferências para enviar sugestões ao G20
Geral Favelas iniciam série de conferências para enviar sugestões ao G20 Mín. 24° Máx. 26°





