

A Fundação Nacional de Artes – Funarte lembra, nesta quarta-feira (18), o Dia Internacional dos Museus. A data, instituída em 1977 pelo ICOM (International Council of Museums), tem o objetivo de conscientizar sobre a importância desses espaços no intercâmbio e enriquecimento cultural. Além disso, esses locais preservam a memória de povos e nações, e são responsáveis pelo patrimônio material e imaterial das sociedades.
A cada ano, o ICOM propõe uma temática e convida instituições e profissionais da área para debater, criar e compartilhar ações voltadas ao fortalecimento e visibilidade dos museus. Em 2022, o enredo é “O Poder dos Museus”.
Para celebrar a data comemorativa, até o dia 22 de maio estão previstas uma série de atividades na 20ª Semana Nacional dos Museus. A iniciativa, do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, prevê shows, teatro, seminários, lançamentos de livros, workshops e mais.
Para a programação deste ano, estão inscritas 877 entidades. Há, ainda, a participação de 379 cidades de 26 estados do país. O evento tem como propósito mobilizar os museus brasileiros em torno de um tema único, estabelecendo múltiplas interações.
A programação completa pode ser conferida aqui
Brasil e os museus
No Brasil, a primeira instituição museológica que se tem notícia é o Museu Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro. Criado em 1818, o local estava incluso nos incentivos às artes e ciências dados por D. João VI quando esteve no país com a Corte portuguesa.
Muitos anos se passaram e hoje o Brasil já conta com cerca de 3,8 mil museus, de acordo com dados do Ibram. A forma de se trabalhar com a temática, inclusive, mudou. Não apenas um lugar para guardar obras e relembrar o passado, o museu atualmente possui diversas utilidades, como uso didático, e pode ser encontrado com diferentes abordagens e tecnologias. É possível, inclusive, reproduzir virtualmente salas e colocar no ar exposições online.
Funarte
A Funarte, por meio do Centro de Artes Visuais – CEAV, promove há anos o edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça. O certame visa expandir acervos de arte e suas exibições públicas por meio de exposições e aquisição de obras, como forma de fortalecer o patrimônio das instituições museológicas e da memória das artes no Brasil.
Com a iniciativa, já foram doados mais de 50 conjuntos de obras artísticas para museus de todo o país. Em 2021, foi publicada a 10ª edição da premiação, que contemplou quatro projetos com R$ 15 mil cada.
Como forma de assegurar o patrimônio e a história, a Fundação Nacional de Artes está revitalizando a Aldeia de Arcozelo, em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. O equipamento cultural foi inaugurado por Paschoal Carlos Magno em 1965 como um lugar para que jovens e artistas desfrutassem de todas as formas de criação e expressão. O local foi doado à Funarte e é um dos espaços da Fundação. A Aldeia possui um acervo com mais de 30 mil documentos e é considerado o maior complexo cultural da América do Sul. O espaço abriga duas grandes salas de espetáculo, uma sala para recitais de música, sala de vídeo, duas galerias de arte e uma biblioteca.
Em março, a Funarte, em parceria com a Prefeitura Municipal de Paty do Alferes, realizou uma cerimônia de assinatura de Termo de Cooperação Técnica. O objetivo foi captar e aplicar recursos públicos, além de buscar parcerias com instituições privadas para a recuperação da Aldeia de Arcozelo.
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