

Internado desde o início de agosto para tratar de uma insuficiência cardíaca, o apresentador Fausto Silva entrou na fila de transplantes e recebeu um novo coração no final do mesmo mês. A popularidade de Faustão chamou a atenção para a dificuldade na disponibilidade de órgãos.
Pela legislação atual, mesmo com a decisão individual do doador, quando ele morre, a palavra final é da família. O Projeto de Lei 1774/23, dos deputados Maurício Carvalho (União-RO) e Marangoni (União-SP), quer mudar essa lógica e estabelece a chamada “doação presumida de órgãos”.
A proposta tramita junto com outras 55, já está pronta para passar pelo Plenário da Câmara e tem requerimento para ser examinada em regime de urgência. Se ela virar lei, a autorização para doação passa a ser automática, salvo manifestação em contrário da pessoa. Isso vale para tecidos, órgãos e partes do corpo humano a serem utilizados em transplantes e com outras finalidades terapêuticas.
De acordo com o texto, para deixar claro o desejo de não doar, é preciso registrar isso em um documento público de identidade. Essa manifestação de vontade, no entanto, pode ser alterada a qualquer momento.
A proposta recebeu apoio da esposa de Faustão, Luciana Cardoso, e do filho João Silva, que estiveram na Câmara para mostrar a importância da doação presumida.
“A gente acredita que isso facilita não só para as 60 mil pessoas que hoje esperam por um transplante, mas também vai tirar a burocracia para a família, quando é doadora, de ficar imaginando se seu familiar, se seu ente querido gostaria de ser doador ou não, de buscar um segundo familiar pra fazer uma autorização”, afirmou Luciana.
Luciana Cardoso lembrou que a espera por um órgão é angustiante tanto para o paciente quanto para os parentes.
Experiências exitosas
Segundo o deputado Maurício Carvalho, o modelo de doação presumida já está dando certo nos países de primeiro mundo, e, por isso, é preciso trazê-lo para o Brasil.
“No momento em que está perdendo o seu ente querido, a família muitas vezes não tem condições de decidir pela doação. Hoje mais de 40% dos possíveis doadores não têm o seu desejo atendido”, disse o parlamentar.
Exceções
Pelo projeto em exame na Câmara, não será presumida a doação de pessoas sem documentos, de menores de 16 anos e de pessoas com deficiência mental. Nesses casos, a decisão continua a ser dos familiares.
Câmara dos Dep... Projeto retira competência da Anvisa sobre adoção de bula digital
Câmara dos Dep... Comissão de Finanças aprova regras para obras em presídios
Câmara dos Dep... Projeto torna crime o abandono dos filhos pelos pais no ambiente digital
Câmara dos Dep... Projeto permite que beneficiário mantenha Bolsa Família se trabalhar com contrato temporário
Câmara dos Dep... Projeto regulamenta abordagem policial de pessoas em crise de saúde mental
Câmara dos Dep... Projeto proíbe distribuidora de energia de possuir unidade de geração distribuída
Câmara dos Dep... Projeto cria processo simplificado para solucionar disputas territoriais entre municípios
Câmara dos Dep... Comissão aprova piso salarial para quadro técnico e administrativo da educação básica Mín. 24° Máx. 26°





